[Reflexão da Profa] Como chegamos até aqui, o que estamos fazendo e como será depois que tudo isso passar?

[Reflexão da Profa] Como chegamos até aqui, o que estamos fazendo e como será depois que tudo isso passar?

Hoje acordei inspirada e resolvi escrever esse texto, onde eu conto um pouco de minha história como aluna, a história do blog e faço um paralelo com o que estamos vivendo no mundo da educação, hoje.

Se você não gosta de histórias nem está a fim de ler uma reflexão pessoal sobre a temática, não continue lendo este artigo.

Ah. Preciso dizer também que nesse texto eu não respondo a pergunta que está no título. É mais uma reflexão que acredito que só teremos a resposta quando tudo voltar ao normal. Ou não.

Eu nunca, mas nunca gostei de estudar. Ficar horas sentada lendo aquele livro de história com um monte de datas sem sentido nenhum? Ficar fazendo aqueles cálculos chatos de matemática em casa pra estudar pra prova? Decorar os verbos irregulares do inglês, pra ir bem na prova oral.. pelo amor de Deus. Que coisa mais chata!

Mas aprender..ah aprender. Que coisa maravilhosa! Cedo eu descobri que isso seria o melhor tesão que a vida poderia me dar: aprender coisas, palavras, histórias, técnicas, gente novas e aprender com elas, principalmente os professores, que sempre foram as pessoas mais legais e interessantes. E sem contar nas aulas incríveis.

Logo também percebi, que pra aprender e garantir certas coisas é preciso estudar. Então eu tive e tenho que me forçar muito pra estudar e garantir esse aprendizado.

Foi quando eu comecei a sentar na frente na sala de aula, ler mais, dar um jeito de prestar mais atenção e pra falar a verdade isso é uma peleja até hoje, inclusive e especialmente para preparar minhas aulas diariamente e criar os conteúdos para o blog, que faço com muito prazer e alegria. E até emocionada,algumas vezes.

Hà 3 anos, quando começou o blog, e a vida de professora, eu estava justamente em um aprendizado incrível na Ufac na aula da professora Catarina em que ela falava de autoria e compartilhamento de conhecimento.

Essa foi uma aula incrível pra mim. Eu fiquei loucona, me mexia muito na cadeira e fiquei muito afim de mudar o mundo ali mesmo naquela aula só com os meus pensamentos.

Não deu certo, lógico, mas descobri que poderia por meio de um blog e sem pressa.

Falar de tecnologias na educação era o foco principal, pela praticidade na experiência do aprendizado, por simplificar a coisa, achando muito “tranquilas” as experiências descritas nos artigos e demais conteúdos estudados até então.

Depois de um tempo, cheguei na ideia e na prática de que o esse blog vai além de indicar o uso de tecnologias para práticas de ensino, mas sim apresentá-las como um dos meios pra se chegar nessas aulas incríveis que tanto falo, escrevo e que algumas pessoas me chamam.

Cheguei no consenso de que uma aula, um método, um aplicativo ou qualquer outra coisa que se utilize para ensinar alguém, tem que ter intencionalidade e o lado humano da coisa. Meu trabalho está pautado nisso, hoje.

Mas será que esse ensino “online” realizado hoje por motivo de Corona Vírus está tendo essa intencionalidade ou está apenas servindo pra tapar o buraco das aulas presenciais que não estão podendo acontecer?

Será que o fato de que alguns sistemas de ensino, gestores e educadores não estarem preparados ainda pra essa situação emergencial, munidos de métodos, ferramentas audiovisuais, recursos tecnológicos atrapalha pra uma aula remota de qualidade, com propósito e humanidade?

Se fosse de outra forma, seria diferente?

Eu prefiro pensar que tudo acontece do jeito que tem que acontecer, mas não custa nada refletir.

Em minha experiência pessoal como professora, hoje me pego no grande desafio de que, embora eu tenha o recurso da tecnologia nas mãos, com tudo pronto e funcionando, a aula ao vivo online não supre a experiência do presencial, principalmente porque alguns alunos infelizmente não podem estar e podem inclusive estarem se sentido excluídos ou incapazes, por não morar em um lugar que “pegue” um wi fi bom ou por não ter dinheiro pra ter dados móveis a todo instante; por sentir que, embora utilizando os recursos e provocações necessárias, isso não supre o que é preciso suprir em tempos tão difíceis; e mesmo com tudo isso é preciso continuar a nadar, sabendo que o grande desafio ainda está por vir.

Fico pensando como será as práticas de ensino depois que tudo passar.

Continuaremos entusiastas da tecnologia nesse processo? Enxergaremos e usaremos da mesma ou de outra forma? Valorizemos mais o tempo precioso em uma sala de aula? Como será uma aula incrível? O que vai mudar e o que vai permanecer?

Como vamos enxergar tudo o que estamos vivendo?

Sobre o autor | Website

Sou Gabriela, uma professora apaixonada por tudo que pode ser útil e inovador para o ensino e aprendizagem.Com especialidade em Didática e em Tecnologias da Informação e comunicação, criei o blog para compartilhar minhas experiências e hoje ajudo outros professores a tornar suas aulas em experiências muito mais engajadoras ;)